3 de jun de 2011

Época Privatizações Homenagem a MILTON FRIEDMAN -

Milton Friedman - Economista conhecido como o Pai do Monetarismo e maior defensor do Liberalismo Economico do Século XX, (31/07/1912-16/11/2006)-EUA-

Em épocas de rendição ao Liberalismo Economico em solicitar socorro a privatizações de aeroportos e outros setores tendo em vista a sempre reconhecida e declarada ineficiência do Estado no mercado, e mesmo diante da condução e práticas ditadas pelo FMI conduzidas sob as linhas do mais puro monetarismo economico, ainda que contraditóriamente negado pelo Governo Petista. Eles não sabem o que estão fazendo ou se fazem de que não sabem . Porem, o que apregoado por Friedman a mais de 10 anos atrás e mais atual do do que nunca, politicas fiscais, gatos governamentais.

O economista norte-americano Milton Friedman é atualmente o decano da Sociedade do Mont Pèlerin, tendo participado de sua fundação, em 1948, comFriedrich Hayek. Ao longo de sua extensa vida acadêmica, cuja reputação foi conquistada à frente do Departamento de Economia da Universidade de Chicago, EUA, Milton Friedman publicou inúmeras obras sobre política e história econômica. Em 1976 ganhou o prêmio Nobel de Economia, dois anos após Hayek. Outros colegas seus da Universidade de Chicago também fariam jus ao prêmio, entre os quais se destacam George Stigler (também fundador da Sociedade do Mont Pèlerin) e Gary Becker.

Os estudos de econometria levaram Milton Friedman a fundar a chamada "escola monetarista" que, em síntese, estabelece uma forte correlação entre a oferta de moeda e o nível de atividade econômica. Ao longo das décadas de 60 e 70 Friedman foi uma das poucas vozes a defender a disciplina monetária (e fiscal) como única saída para o surto de inflação que os governos em quase todos os quadrantes do mundo estavam provocando. Até mesmo os Estados Unidos chegaram a ter quase 20% de inflação anual no final do governo Carter (1980).

Friedman sempre defendeu idéias que, a princípio, causaram grande polêmica, mas com o tempo revelaram-se soluções econômicas sensatas e desejáveis. Hoje ele defende a extinção pura e simples do Federal Reserve(Banco Central americano) e do Fundo Monetário Internacional porque suas equivocadas políticas monetárias têm causado enormes danos à economia americana e à mundial.

A obra mais conhecida de Milton Friedman chama-se Capitalismo e Liberdadee foi originalmente publicada nos Estados Unidos em 1962. Essa obra alcançou grande repercussão, pois seu autor não se limitou a discorrer sobre economia pura. Numa linguagem coloquial, Friedman aborda questões como a da relação entre liberdade econômica e liberdade política, o papel do governo numa sociedade livre, política fiscal, educação, monopólio, distribuição de renda, bem-estar social e combate à pobreza. Afirma, por exemplo, que devido ao fato de ‘vivermos em uma sociedade, em grande medida, livre, tendemos a esquecer o limitado espaço de tempo e a parte do Globo na qual surgiu o que se chama de liberdade política: o estado típico da humanidade é a tirania, servidão, miséria. O século XIX e o começo do século XX no mundo Ocidental destacam-se como uma exceção à tendência histórica de desenvolvimento. A liberdade política, nesse sentido, claramente surgiu com o livre mercado e o desenvolvimento das instituições capitalistas. Da mesma maneira como a liberdade política na era dourada da Grécia e nos primeiros dias da era Romana.’

Desde essa época Friedman já vinha se preocupando com a questão educacional. A falência do ensino público (que consegue conjugar péssima qualidade e altos custos) americano levou-o a propor um esquema simples e de enorme repercussão social. Simplesmente tirar o Estado da educação. O dinheiro que hoje é mal gasto nos estabelecimentos públicos de ensino deveriam ser convertidos em "vouchers" ou cupons para cada aluno, de tal forma que, com esses recursos, seria possível pagar a mensalidade de uma escola privada. Caberia aos pais escolherem o melhor colégio para seus filhos. A competição que naturalmente se estabeleceria entre as escolas garantiria uma melhoria constante do ensino. Os pais também passariam a interferir mais no processo educacional, exigindo melhores cursos e qualificação dos professores, pois poderiam facilmente mudar seus filhos de colégio.

No começo de 1999 Milton Friedman concedeu uma entrevista e abordou o problema da crise cambial brasileira, então no auge. Suas palavras permanecem até hoje com enorme atualidade:
 ‘Nem o câmbio fixo nem o flutuante resolvem os problemas fiscais internos. Não há soluções fáceis. O Brasil tem de pôr sua casa fiscal em ordem: ou corta fortemente os gastos governamentais ou aumenta fortemente a receita governamental. Não há outro caminho. Ah, tem outra saída: imprimir dinheiro. Mas isso levaria inevitavelmente à inflação. No caso do Brasil, a inflação voltou porque o governo não tem mais crédito para tomar emprestado o necessário para cobrir o déficit. O déficit fiscal brasileiro é muito grande e isso tem de ser resolvido. Mexer no câmbio ou qualquer coisa parecida é apenas um paliativo.’

Nessa mesma entrevista também ressaltou que o problema dos juros elevados deveria ser solucionado pelo mercado, não pelo governo. Este é, aliás, a causa do problema.

Milton Friedman, além de autor de livros é um excelente comunicador. Nos anos 70 e 80 produziu duas séries de televisão que tiveram enorme repercussão chamadas Liberdade para Escolher e A tirania do status quo. Ele demonstrou como a economia de mercado pode trazer mais prosperidade e riqueza para os indivíduos do que qualquer outra forma de organização social. Também deu uma série de conselhos práticos para diminuir o tamanho do Estado e deixar os cidadãos mais livres para perseguirem seus próprios objetivos. Entre suas sugestões mais importantes destacam-se a substituição do imposto de renda progressivo por um proporcional, com alíquota única, e a limitação para o Banco Central de emitir moeda (autorizado a emitir moeda em pequenas quantidades e em anos alternados). Muitas de suas idéias não foram imediatamente adotadas, mas serviram para dar um Norte à presidência de Ronald Reagan e ajudaram, em grande medida, a recolocar os Estados Unidos no caminho da prosperidade, como já se vê há um quarto de século.

No final dos anos 90 Milton Friedman publicou um extenso relato autobiográfico, juntamente com sua esposa Rose, sob o título Two lucky people (Duas pessoas de sorte, ainda sem tradução para o português). Aliás, Rose Friedman é também uma destacada economista que colaborou intensamente com o marido, tanto na elaboração de livros quanto nas séries para a televisão. Atualmente o casal Friedman – já nonagenário – dedica-se à sua Fundação, na Califórnia, essencialmente voltada para o problema da educação das novas gerações.

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