21 de set de 2011

Economia, Passado e Futuro.



Passado: Para nós Gaúchos,  a Semana Farroupilha, com várias festividades e ainda ao longo da semana muito se falou na história do Rio Grande do Sul, parece que a cada ano é  recontada ao prazer de cada históriador, de acôrdo com o seu costume, de acôrdo com a sua conveniência política,  parecendo que os tradicionalistas como se fossem  os donos da história, talvez aonde dizem se "orgulhar" deveriam ter "vergonha ", dependendo da fábula como se conta, como é o caso de "Porongos" e outros tantos. E assim como a Revolução de 1964 , e tal da "comissão da verdade" sendo feita por gente que isenção nenhuma teria fazer a revisão.

Futuro:  Para nós Brasileiros, que poderiamos usufuir melhor da instabilidade que EU e EUA atravessam, com maior planejamento com as obras infra estrutura para copa e portuárias, e outras tantas que não foram feitas na década passada, caminhando a passos na desindustrialialização,  com efeito "aferição cambial " , aonde hoje vimos a Presidenta em pleno discurso inédito Feminino na ONU , ensinar que não se deve fazer o "protecionismo" que ela mesmo fez na semana passada com as carroças nacionais, a incerteza está aumentada.



Basta ter um pouco de juizo para saber que os princípios defendidos por este blogQuem sou eu:  "Liberdade de Escolha, Meritocracia, Legalidade ",   ainda são os maiores entraves para o desenvolvimento e comprometem o futuro deste pais.
 Hoje, Antonio Delfim Netto, professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento, escreveu a coluna abaixo , publicada em vários jornais,
sendo que o destaque para o enfoque;
 "Como disse o ilustre ex-ministro Pedro Malan, "no Brasil até o passado é incerto".



Garantia legal.,
por Antonio Delfim Netto, ( Jornal do Comercio e outros tantos Jornais)

O "capitalismo" não foi inventado: é um processo de organização social e produtiva que os homens foram "descobrindo" ao longo de sua trajetória. Ele é sujeito a crises porque: 1º) O próprio comportamento do homem oscila entre o entusiasmo e a depressão e 2º) As "respostas" do sistema produtivo (variações da oferta) aos estímulos da demanda são, simultaneamente, condicionadas pelas incertezas do futuro opaco e pela natureza do avanço da tecnologia.
Ele sobreviveu porque, de cada crise, saiu mais ajustado ao processo civilizatório. A história mostra, sem nenhuma possibilidade de contradita, que a permanente elevação da produtividade do trabalho e a imensa elevação do padrão de vida que o acompanhou, com a liberdade individual que permite, são um enorme sucesso.
Obviamente ele tem muito a caminhar na direção de uma sociedade mais "justa" na qual prevaleça uma efetiva igualdade de oportunidade para todo cidadão, não importa o ambiente em que tenha sido gerado. O que justifica a nossa esperança é que a combinação de uma democracia liberal (urna) com o capitalismo (mercado) tende a se autocorrigir na direção daquele objetivo.
As duas instituições (a democracia liberal e o mercado) dependem de um Estado constitucionalmente limitado que dê garantias legais para que elas possam produzir o resultado desejado.
Talvez o exemplo mais palpável dessa simbiose seja o enorme crescimento da Inglaterra após a "Revolução Gloriosa de 1688", que eliminou o "poder do soberano" que podia mudar a regra à sua vontade; comprometeu o Estado com o respeito aos direitos da propriedade privada e tomou-lhe o poder de confiscá-la.
Talvez não seja exagerado dizer que foram essas mudanças e o desenvolvimento tecnológico (ele mesmo, talvez, estimulado por elas) que deram origem à primeira Revolução Industrial (1760-1830), que mudou o mundo.
A história econômica dos últimos 300 anos é pouco mais do que a descrição do aperfeiçoamento dos dispositivos legais de imposição do cumprimento dos contratos que obrigam ainda o poder incumbente.
Esse assunto é do maior interesse no estágio de desenvolvimento em que se encontra o Brasil, onde a "segurança jurídica" é ainda precária.
Como disse o ilustre ex-ministro Pedro Malan, "no Brasil até o passado é incerto". Isso é muito prejudicial ao desenvolvimento de longo prazo. Infelizmente, não vamos muito bem nesse quesito, como mostram o "Rule of Law Index" de 2011 e os dados do Economic Forum de 2011-2012.
Amanhã, por estímulo de um prêmio oferecido pela Fundação Getúlio Vargas, haverá uma discussão do assunto, no ambiente Leopoldo, a partir das 12 horas.

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